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Friday, November 20, 2009

Charred Walls Of The Damned - Ex-baterista dos Death com novo projecto

Richard Christy, ex-baterista dos Death e Iced Earth, comediante e membro do programa Howard Stern, lança no dia 29 de Janeiro o seu primeiro álbum, via Metal Blade, com o projecto Charred Walls Of The Damned. O músico natural do Kansas contou na produção com os préstimos de Jason Suecof [Trivium, The Black Dahlia Murder, Chimaira] nos seus Audiohammer Studios, na Florida, o qual é também o guitarrista de serviço neste projecto. No fundo, Christy quis reunir vários músicos que admirava e completa assim o seu sonho com Tim “Ripper” Owens [Iced Earth] e Steve Digiorgio [Iced Earth, Testament, Death, Autopsy]. A estreia dos Charred Walls Of The Damned é composta por nove temas editados em digipack com um DVD bónus com o seu making of.

Thursday, November 19, 2009

Review

DEMON DAGGER
“Cain Complex”

[CD – Recital Records]

São uns dos mais antigos combatentes da nossa “praça”. Pelo seu espírito de luta e pelo que já deram ao underground nacional é vivamente de salutar o seu regresso aos discos ao fim de sete anos. Nem que fosse só por isso, mas também pelo facto da banda registar uma evolução notável. “Cain Complex” é moderno, incisivo e eclético, sendo na força e técnica da guitarra de Vítor Carvalho que reside o maior fascínio desse trabalho. Aliás, riffs como os de “The Fire From The Sky” e “Self Neglecting”, este último a aludir fortemente a Pantera, são de efeito instantâneo e, provavelmente, dos melhores que já fizeram.

Contudo, até, sensivelmente, metade do álbum, o ritmo é bastante compassado e suave em relação àquilo que a banda vinha fazendo até então, mas isto tudo sem se tornarem “cor-de-rosa”. Só por volta do sexto tema, “Sodoma Eclipse”, é que as coisas começam a mudar de ritmo e a se tornarem mais directas e agressivas, após uma “Mentally Cannibalized” penetrante a soar inicialmente a Godsmack e depois a revelar um refrão melancólico de ligeira aura gótica. Este é, aliás, apenas um dos muitos refrões criados a “matar”, para conquistar rapidamente os nossos ouvidos. Os Demon Dagger de hoje parecem um pouco mais comerciais do que o habitual, mas o exercício que os leva a apresentar dessa forma é controlado e não chega para “ofender” nem a sua sonoridade nem quem os conhecia quase sempre de atitude rude – ou pelo menos aqueles que não têm preconceitos.

No fundo, é um claro sinal de amadurecimento na arte de bem compor. Neste aspecto, “Cain Complex” é um grande passo em frente para a banda e a prova de que estes veteranos da cidade dos arcebispos continuam a ser uma das maiores pérolas do underground luso. Destaque ainda para a prestação vocal de Julien Sing dos franceses Benighted em “Force Fed On Mayhem” numa das faixas mais podres e frias do disco.

No final, para quem esteve tanto tempo em silêncio, podia até estar gerada uma pressão extra em seu redor, mas os Demon Dagger conseguem vencer este desafio com a pinta de quem deixou de ser uma promessa há muito. [8/10] N.C.

Estilo: Thrash Metal

Discografia:
- “Demon Dagger” [Demo 1996]
- “Frenzy Wraith” [Demo 1998]
- “Soul Of Steel” [Single 1999]
- “Aftershock” [CD 1999]
- “Inanna Ishtar” [CD 2002]
- “Cain Complex” [CD 2009]

www.myspace.com/demondagger

Loud! - Nova edição já nas bancas

Os Katatonia são o grande destaque da Loud! #105, já nas bancas. O pretexto é o lançamento de mais um álbum por parte do grupo sueco liderado por Jonas Renkse. À sua entrevista juntam-se as de Nile, Hypocrisy, Oblique Rain, Sonata Arctica, Illdisposed, Simbiose, Dying Fetus, Gorgoroth, Elis, Subaudition, Siegfried, Neun Welten, Evergreen Terrace, Austrian Death Machine, Temple Of Baal, Inferno, Nercecell, Suicide Angels, Die Hard, Iwrestledabearonce, Pitbull e Mr. Death. A secção de reviews aborda, entre outras, críticas aos novos trabalhos de Alice In Chains, Arkona, August Burns Red, Brainstorm, Celis, Fu Manchu, Gorgoroth, Immortal, Kittie, Leaves’ Eyes, Mob Rules, Nile, Om, Pelican, Portal, Simbiose, Skitliv, The Accüsed, Theatre Of Tragedy e Winger. A equipa da Loud! relata ainda os acontecimentos nos concertos dos Vader e Marduk, Fuck Buttons, Noctem, Caspian, Simbiose, Miss Lava e nos festivais Progressive Nation Tour e Metalicídio On Stage. Os “Tesourinhos Deprimentes”, este mês com “Refuge Denied” dos Sanctuary, e a “Demolição”, com críticas a Artchoke, Cryptor Morbius Family, Hiata e Sem Talento, são outros dos grandes destaques dessa edição.

Entrevista Revolution Within

MARCHA DE CHOQUE

Se já não bastava as felizes estreias dos Switchtense, Echidna ou The Spiteful, quer na Rastilho Records quer num panorama nacional cada vez mais fértil, surgem agora os Revolution Within também com expressão e postura de conquistadores. Uma composição muito coesa faz as honras do seu trabalho de estreia, “Collision”, que sem cerimónias está apenas para destilar thrash numa veia moderna e opressiva sem cuidar a inovações. Nestes casos a atitude é fulcral e isso não falta a esse quinteto baseado em S. João da Madeira. Há motivos para se ter a consciência tranquila e confiança no futuro, como expressa o vocalista Raça nas próximas linhas.


Não estiveram com meias medidas e lançaram de primeira um álbum. A estratégia mais acertada?
Não tenho dúvidas que sim! Não nos preocupa que haja pessoas a dizer que é muito prematuro a banda apresentar um álbum sem ter mostrado serviço antes. Toda e qualquer decisão relativa à banda cabe-nos a nós; após pesarmos os prós e os contras, e acreditem que matutamos muito sobre o assunto, entendemos que o mais lógico seria lançar directamente um álbum. Não fomos a primeira banda a fazer isso e, certamente, não seremos a última. O nosso álbum “Collision” é o resultado de quatro anos de banda em que nos aconteceu de tudo um pouco, com imensos momentos memoráveis e alguns menos bons. Houve muitos obstáculos a ultrapassar e este disco é, para nós, o final feliz de um início que acabou por ser bastante atribulado. Podíamos ter lançado um trabalho mais cedo, é um facto, e chegámos, inclusive, a ter material pronto a sair, mas abençoada a hora em que não o fizemos, pois as gravações estavam mesmo muito fracas. [risos] Neste momento, o que posso garantir é que soubemos esperar e que estamos plenamente satisfeitos com o “Collision”. O álbum retrata fielmente aquilo que somos. Presentemente sou da opinião de que quem tiver a oportunidade de adquirir o álbum ou se deslocar a um concerto nosso, certamente, vai ficar agrado com o que vai ouvir...

Financiar um álbum em Portugal continua a ser muito complicado já que as bandas nem sempre recebem cashet pelas actuações e quando recebem raramente dá para as despesas, não é assim?
Sem sombra de dúvidas! E chega a haver situações em que as bandas gastam mais do que aquilo que recebem. [risos] Isso já aconteceu connosco algumas vezes. Nesses casos a decisão de “perder” dinheiro é nossa, pois, por vezes, achamos que pode haver retorno doutra forma, ou seja, podemos não receber dinheiro mas se houver um bom cartaz ou acharmos que vai haver uma boa adesão de público podemos angariar mais pessoas que passem a gostar do nosso som. Acaba por ser um investimento...

Até que ponto acharão suportável esse investimento? Há quem pague muito dinheiro apenas para estar em digressão com um grande nome, não havendo qualquer outro retorno senão o promocional. Imaginam-se nessa situação?
Não sei… [risos] Depende! Se já houve alturas em que perdemos dinheiro para dar concertos não vou dizer que recusaria perder algum para fazer uma digressão com um grande nome. Dependeria de uma série de factores... Como temos na banda um gestor e um economista teríamos de fazer um estudo económico aprofundado! [risos]

No vosso caso, como se dividiram as despesas para a concretização de “Collision”? Ficaram encarregues do estúdio e a Rastilho da edição e promoção?
Quando decidimos gravar o “Collision” não tínhamos planos definidos no que diz respeito à edição e promoção. Nessa altura tudo era possível. Entretanto, e por entendermos que tínhamos um bom trabalho em mãos, decidimos arriscar e apresentar o álbum a editoras. Curiosamente, somente consultámos duas editoras e ambas mostraram interesse em editar o trabalho. Acabamos por escolher a Rastilho, pois pareceu-nos ser a editora que nos apresentou melhores condições.

Estar actualmente na Rastilho é um distintivo já que esta tem apresentado um catálogo muito apetecível nos últimos tempos. Sentem-se particularmente satisfeitos?
A entrada em cena da Rastilho é a prova de que todo o nosso trabalho não foi em vão. O facto de termos uma editora com a dimensão da Rastilho a mostrar interesse é para nós motivo de orgulho e satisfação. Assim sendo, é óbvio que estamos satisfeitos com a Rastilho, pois esta é uma editora bastante competente e séria.

Em Portugal tem-se gerado vários nomes sólidos na vossa toada. No estrangeiro a situação é, de longe, “agravante”. Preocupa-vos a questão de ser bastante complicado destacarem-se no vosso estilo?
Não nos preocupa minimamente, pois acho que há lugar para todos, uns com maior e outros com menor destaque. Logicamente, queremos obter o maior reconhecimento possível mas para isso temos que trabalhar bem, ou seja, fazer boas músicas. Por outro lado, sabemos de antemão que o metal em Portugal é um estilo menosprezado, logo, sentimos que podemos fazer algo para mudar a mentalidade das pessoas e, sinceramente, acho que estamos a contribuir em parte para essa mudança.

Acha que hoje em dia há mais e bons motivos para se apostar no produto nacional?
Claro que sim! Muitas pessoas não devem saber mas o metal em Portugal tem apresentado excelentes bandas com excelentes trabalhos! Actualmente, as condições para as bandas melhoraram imenso, desde a existência de bons espaços para tocar à existência de bons estúdios, o que acaba por influenciar positivamente o rendimento das bandas.

Este é um álbum de “choque”, de “colisão” nalgum sentido mais do que o musical?
O disco retrata a nossa personalidade pelo que fala, essencialmente, de situações por nós vividas e estados de espírito. No disco também abordamos situações reais, como, por exemplo, a guerra que não leva a lado nenhum, a inveja e o egoísmo que fazem parte do nosso dia-a-dia, as relações mal sucedidas, as frustrações e confrontos pessoais, entre outras. Julgo que quem se debruçar sobre o conteúdo lírico, certamente, vai-se rever na maior parte do que é dito. O mundo é precisamente isso: uma constante colisão...

São uma banda muito jovem de músicos também jovens nessas andanças?
Nós já temos quase cinco anos de banda pelo que ainda podemos ser considerada uma banda jovem. Contudo, qualquer um de nós já tinha tido experiências anteriores noutras bandas. Por isso, acho que já não somos novatos nisto. Quanto às idades, apenas eu tenho mais de 30 anos e mais não digo… De resto é tudo juventude! [risos]

Há alguns episódios memoráveis na vida da banda que possa revelar?
Tivemos muitos momentos inesquecíveis mas assim, de repente, lembro-me de destacar três momentos: o Concurso de Bandas que vencemos e que nos permitiu arranjar dinheiro para pagar a gravação do álbum, o concerto em que tivemos o privilégio de partilhar o palco com uma das minhas bandas preferidas, os alemães Dew-Scented, e, por último, o concerto de apresentação do álbum em que o bar, que tem capacidade para cerca de 100 pessoas, tinha lá à volta de 170 pessoas. Também não podemos ficar indiferentes às amizades que fizemos ao longo da nossa existência enquanto banda. Considero-me um felizardo, pois já partilhamos o palco e somos amigos das bandas nacionais que mais gostámos.

“Collision” foi a vossa primeira experiência de estúdio?
Sim e, curiosamente, foi logo a dobrar, pois gravámos o álbum em dois estúdios.

Como correu? Aprenderam muito?
No primeiro estúdio deparámo-nos com alguns problemas. Preferia até nem falar do assunto... Já no segundo estúdio, o SoundVision, as coisas correram muito bem! Demorámos muito tempo a gravar o álbum [cerca de um ano e meio], mas mesmo assim o balanço final é, claramente, positivo. Acho que aprendemos imenso. Por outro lado, houve erros que cometemos e que, certamente, não serão repetidos no futuro.

Os temas chegaram a estúdio já perfeitamente escalonados ou foram feitos na hora muitos arranjos e acertos na composição?
Quando entrámos no estúdio as músicas estavam preparadas. Contudo, acabámos por fazer pequenas alterações, pois, na altura, pareceu-nos ser a melhor opção. Como ainda tínhamos a possibilidade de alterar as coisas assim o fizemos.

Tanto quanto percebi, o vosso disco vai ser distribuído no estrangeiro pela Cargo Records. Quais são as vossas expectativas em termos internacionais com “Collision”?
Sabemos que o disco vai ser distribuído pela Cargo Records na Alemanha e na Holanda. Haverá ainda a possibilidade de o disco chegar a outros países, estamos a trabalhar nesse sentido. Estamos confiantes que o disco seja bem recebido lá fora pois, para além de ter qualidade, se for vendido a um preço idêntico ao praticado em Portugal, vai ser bastante barato… [risos] O poder de compra lá fora é muito diferente e existe a cultura de adquirir discos originais, coisa que em Portugal não acontece tanto. Além disso, acho que o disco está bem apresentado, com muita pinta! [risos]

Neste momento, quais são os destaques da vossa agenda?
Xiii... A entrevista estava a correr bem e agora colocas uma questão muito difícil de responder… [risos] Temos alguns concertos que vão ser muito bons, nos quais se incluem bandas estrangeiras de renome, e que aguardamos com alguma expectativa. Porém, como ainda não fomos confirmados nos cartazes não os podemos anunciar, até porque corremos o risco de sermos afastados desses concertos. Espero que compreendam. De qualquer forma, acreditem ou não, todos os concertos próximos são aguardados com enorme expectativa, pois o que nós queremos é subir aos palcos e demonstrar a nossa força e que o público fique satisfeito!

Já labutam numa incursão por palcos estrangeiros?
Estamos com ideias de dar um ou outro concerto lá fora, mas ainda não há nada agendado. Teremos de ponderar muito bem os prós e os contras. Acho que se efectuarmos bons contactos é possível realizar mini-tours sem se perder dinheiro, e ao mesmo tempo promovermos devidamente a banda. Mais um estudo económico... [risos]

Ou muito me engano ou os Revolution Within são a primeira banda de metal de S. João da Madeira a atingir uma relevante notoriedade?
Curiosamente, a nossa banda é de Santa Maria da Feira e de São João da Madeira, sendo que um dos nossos elementos é de Oliveira de Azeméis. Em qualquer uma destas cidades existem boas bandas de metal pelo que não somos os únicos nesta luta. [risos] Quanto à notoriedade, cada banda, à sua maneira, tem vindo a ser reconhecida pelo trabalho desenvolvido.

Sentem que os locais estão orgulhosos por vós?
Acho que sim, pelo menos é essa a sensação que tenho...

Há um movimento digno desse nome na vossa cidade?
Não nos podemos queixar do público de Santa Maria da Feira e de São João da Madeira, pois têm sido excepcionais connosco. Todavia, movimento propriamente dito talvez haja apenas em São João da Madeira... Existe lá um bar onde quase todos os fins-de-semana são realizados concertos de metal e a adesão, por norma, é sempre razoável. Foi lá que demos o nosso concerto de apresentação.

No geral, em Portugal as audiências nos concertos de Metal têm deixado a desejar. É algo que vos preocupa?
É claro que sempre que damos um concerto queremos que esteja o maior número possível de pessoas, o que dá logo um melhor ambiente e nos facilita imenso a actuação. Contudo, temos de compreender que há muitos concertos de metal no país e poucos “metaleiros”. Logicamente que não se pode ir a tudo... Por outro lado, não nos podemos queixar, pois temos tido a felicidade de participar em concertos em que o número de pessoas é razoável se comparado com outros concertos em que as bandas se queixam da muito fraca adesão de público.

E o vosso futuro próximo passa por quê? Gravar um videoclip, por exemplo, ou até fazer algo tresloucado em termos de promoção que vos torne ímpares?
Curiosamente, a ideia de fazermos um videoclip está em cima da mesa, mas ainda não foi definida em que moldes e em que altura. Neste momento, a nossa prioridade passa por promover o máximo possível a banda e o nosso álbum de estreia “Collision”. A hipótese de darmos um concerto nos Açores agrada-nos mas não sabemos bem como. Se souberem de alguma coisa... [risos] Em resumo, vamos deixar que as coisas ocorram com naturalidade. Depois disto tudo vamos entrar em estúdio para gravar o sucessor de “Collision”.

Nuno Costa

www.myspace.com/revolutionwithinpt

Tuesday, November 17, 2009

Review

MY EYES INSIDE
“Anatomy Of Ties”
[CD – Edição de autor]

Com maior ou menor dificuldade, os My Eyes Inside conseguem atingir a sempre ansiada fasquia do primeiro álbum. Isso para uma banda underground que viu o parto deste disco várias vezes adiado, deve ter um sabor especial. Se isso ao menos serviu para limar ao máximo as suas arestas e apresentar-se na melhor condição possível, só os próprios saberão. Contudo, a verdade é que “Anatomy Of Ties” é bastante ambicioso em termos de composição e deixa claro desde o início que a esta banda do Porto não faltam boas influências e ideias.

Para uma banda ainda jovem como eles, o grande despique será harmonizar todos os impulsos criativos que lhes surgem. No geral, sabem como fazê-lo, assumindo a sua arte uma atitude vincadamente progressiva e de espírito aberto. Se a abertura “Road To The Ground” serve para nos deixar de nariz torcido e a apostar que este é mais um disco banal de metal de inspiração sueca, com aquela garrazinha melódica insubmissa que já dificilmente consegue convencer alguém, rapidamente, e ainda dentro do mesmo [extenso] tema muita coisa se começa a passar e os ambientes limpos e melancólicos começam a afirmar-se.

Na sua generalidade longos, os temas de “Anatomy Of Ties” devem a uma composição dinâmica e eclética o seu esqueleto, sendo que para o bem ou para o mal vamo-nos deparar com ambientes que nos fazem sentir, faseadamente, num plano gótico, dark, doom, post, death, ambiental e progressivo. Não chega a ser um exercício esquizofrénico, o que evita que soe forçado.

Contudo, harmonizar a relação entre estes elementos pode ser aperfeiçoada, bem como evitar alguns clichés principalmente nos riffs mais pesados. A produção não compromete mas exigia outro tratamento na bateria, com um bombo extremamente plástico, e é na voz que está a maior fraqueza dos My Eyes Inside. André Cordeiro terá que rever seriamente alguns aspectos para conseguir corresponder ao esplendor melódico de algumas das passagens aqui contidas. De qualquer forma, fica a certeza de mais um talento promissor a despontar do nosso underground. [7/10] N.C.

Estilo: Death Metal Progressivo

Discografia:
- “Revelations” [EP 2006]
- “Anatomy Of Ties” [CD 2009]

www.myspace.com/myeyesinside

Oblique Rain - "October Dawn" apresentado em Coimbra

A 27 de Novembro os Oblique Rain apresentam o seu mais recente trabalho, “October Dawn”, na discoteca Via Latina, em Coimbra. A acompanhar a banda de metal alternativo portuense estarão os Chaos In Paradise e Straight Beyond Last. A abertura das portas dá-se às 22h30 e os bilhetes custam 5€ [por reserva] ou 6€ [no dia] mais 3€ de consumo obrigatório. As reservas podem ser feitas através do e-mail inforeservashades@gmail.com. Depois dos concertos terá lugar uma after-party.

Apocalypse Metalfest Liber II - Extremo levado a Tomar

A cidade de Tomar volta a receber uma edição do Apocalypse Metalfest Liber. É no dia 21 de Novembro na Sociedade Banda Republicana e Marcial Nabantina e conta com as presenças dos Revage, Vizir e Fungus. O evento tem início com projecções AV, pelas 18h00, e os concertos arrancam pelas 20h00. O bilhete custa 3€.

The Empire Shall Fall - Publicam vídeo de novo tema

Os norte-americanos The Empire Shall Fall acabam de publicar no Youtube um vídeo que mostra a banda a tocar “Awaken”, o tema-título do seu álbum de estreia a editar no dia 17 de Novembro pela editora do próprio guitarrista Nick Sollecito, a Angle Side Side Records. Os The Empire Shall Fall definem-se como uma banda de hardcore progressivo onde figura o primeiro vocalista dos Killswitch Engage, Jesse Leach.

Monday, November 16, 2009

Invisible Flamelight - Lançam hoje EP

Os Invisible Flamelight lançam esta noite no Centro Cultural de Chaves o EP “Lozenge’s First Triangle”, produzido por Luís Barros nos Rec’n’Roll Studios e masterizado por Tom Baker nos Precision Mastering Studios, em Los Angeles. O segundo registo da banda de rock progressivo de Chaves conta ainda com os convidados Paulo Barros [Tarantula] e Patrícia Rodrigues [ThanatSchizO]. O disco terá distribuição da Recital Records e pode ser adquirido nas lojas habituais ou através do e-mail invisible.flamelight@hotmail.com por 5€. Apesar disso a banda disponibiliza todo o trabalho para escuta no seu Myspace.

My Eyes Inside - Estreiam-se em longa-duração

Senhores de uma sonoridade bastante eclética, o grupo formado por André Cordeiro [voz], H. Bernardo [guitarra/voz], Guilherme [baixo/voz] e João Pires [bateria] acaba de editar “Anatomy Of Ties”, produzido pelos próprios, gravado nos estúdios Sá da Bandeira e misturado e masterizado por Luís Guimarães nos estúdios Damage Audio. Para promover o seu novo trabalho na estrada, os My Eyes Inside têm já confirmadas actuações em Braga, [28 de Novembro], Vieira do Minho [5 de Dezembro] e Moita [16 de Janeiro]. Um dos temas de "Anatomy Of Ties" pode ser escutado na emissão #6 do nosso podcast.

Passatempo Secrecy - Resultados

Estão encontrados os cinco vencedores do “Passatempo Secrecy” lançado há um par de semanas. A resposta correcta era: “Of Love And Sin”

Vencedores:
- Miguel Aguiar [Angra do Heroísmo]
- Luís Costa [Ponta Delgada]
- Bruno Alves [Setúbal]
- Bruno Santos [Arrifes]
- Hugo Pimentel [Ponta Delgada]

SounD(/)ZonE Podcast - Emissão #6 online

Está já disponível uma nova emissão podcast assinada pelo nosso espaço, onde o destaque vai para várias edições nacionais e uma em primeira mão - “The Neverending Way Of ORwarrior”, novo álbum dos israelitas Orphaned Land. A não perder também, os hilariantes Milking The Goatmachine.

Saturday, November 14, 2009

Mercenary - Perdem três elementos

Em comunicado emitido na passada quarta-feira, os Mercenary oficiliazaram a saídas dos seus vocalista, baterista e teclista. A decisão foi tomada na passada semana quando Mike [baterista] transmitiu à banda a sua vontade de sair. Numa conversa séria, chegaram à conclusão de que a única maneira da banda prosseguir era com a saída igualmente de Mikkel [vocalista] e Morten [teclista]. "Desde o último ano que estamos a trabalhar num novo álbum e tornou-se evidente que entre nós não existe mais a mesma visão e entusiasmo acerca da direcção que a banda deve seguir", justifica o guitarrista Jakob. O mesmo sustenta ainda que "Martin, Rene, Mike e eu queríamos tocar mais rápido, pesado e moderno [ainda que old school], mas para a banda toda isto, claramente, não funcionou". De momento a banda prepara-se para entrar em estúdio, o que deverá acontecer em Abril, para gravar o sucessor de "Architects Of Lies", de 2008. Em jeito de despedida, o grupo disponibilizou no Youtube um vídeo inédito da sua última tournée com Arch Enemy em que o vocalista Mikkel canta o tema "Burning Angel" ao lado de Angela Gossow.

Orphaned Land - Novo disco em Janeiro

Sob o título "The Never Ending Way Of ORwarriOR", chega aos escaparates no dia 25 de Janeiro o quarto álbum de estúdio dos israelitas Orphaned Land. A sua mistura ficou a cargo de Steven Wilson [Porcupine Tree, Opeth] que participa ainda no disco com várias passagens de teclado. Na óptica do vocalista Kobi Farhi, o novo disco do grupo é "uma viagem musical de esperança em território de guerra, criando o céu na terra, construindo uma nova Jerusalém". É intenção do grupo propagar o espírito de união entre judeus e muçulmanos, o que para além da música está bem expresso no artwork deste regresso.

Friday, November 13, 2009

esOterica - Britânicos abrem Marilyn Manson no Campo Grande

Os britânicos esOterica são os escolhidos para fazer a primeira parte do concerto de Marilyn Manson no Campo Grande, em Lisboa, no dia 1 de Dezembro. Comparados aos Tool e autores do single “Silence”, considerado um dos temas do ano por Robert Plant, o jovem grupo lançou já dois álbuns, sendo o mais recente “The Riddle”, editado em Setembro último.

Wednesday, November 11, 2009

Grind-os-Montes - Segundo acto em Chaves

Um dia depois de Vila Real, é a vez do Grind-os-Montes ter uma segunda vaga no Centro Cultural de Chaves, no dia 28 do presente mês, a partir das 21h30. Os Holocausto Canibal e os Eternal Death mantêm-se os grupos residentes, desta feita acompanhados pelos convidados Kyousou No Shi. As entradas são gratuitas.

Metal Terror VI - Novo capítulo este mês

Será a 20 de Novembro a sexta edição do Metal Terror, a ter lugar, como habitualmente, no Pin Up Bar, no Porto. Desta feita o grande destaque vai para os Ketzer e Witching Hour que se deslocam da Alemanha expressamente para este evento. O contingente português fica representado pelos Atomik Destruktor, Pestifer e Satanik Blasphemy que abrem as hostilidades a partir das 22h00. Os bilhetes custam 10€. Mais informações em www.myspace.com/metalterror.

Full Metal Night - Em Cacilhas

Os Fantasy Opus são os grandes cabeças-de-cartaz da Full Metal Night que decorrerá no dia 21 de Novembro no Revolver Bar, em Cacilhas, a partir das 21h30. O grupo lisboeta, actualmente a promover o seu álbum de estreia, “Beyond Eternity”, será acompanhado pelos Shivan, Gargula e Utopia. Os mesmos preparam ainda algumas surpresas, entre elas a oferta de um registo raro da banda. O acesso custa 6€.

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Em entrevista: Revolution Within



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